quinta-feira, 28 de abril de 2016

Carta aberta pra você, quem diria ?

Eu em minha eterna ignorância pensei que iria durar, não pra sempre, apenas durar.
Você sabe, os planos, os sonhos, os sorrisos, eu realmente imaginei que iria durar. Mas não durou o quanto deveria, você se foi... e eu não te culpo. Talvez eu o culpe por desistir, sim, eu o culpo sim por desistir.
Sabe, nem tudo na vida é fácil, eu imaginei que depois de meses você teria entendido, mas não. Na sua vida desistir sempre deu certo, você tinha quem te apoiasse, ajuda dos amigos, uma família boa, bem eu não posso te culpar por isso, mas me sinto mal por não ter te ensinado a única coisa que eu realmente queria. Desistir é feio, e machuca.

É claro que há certos momentos que largar algo é a única saída, mas não nesse caso. Não era só você, éramos um. Os problemas que você passou eram os mesmos que eu estava passando, eu estava do seu lado, com fome, com dores, com medo, eu estava ali... Mas pra você foi demais, eu entendo.

É claro que o fim de uma caminhada nem sempre é a onde queremos chegar, ás vezes a paisagem até lá é o que importa.

Eu me culpo sim, por não ter falado sempre, ainda acredito que não teria adiantado, dois meses de dureza foram muito pra você, palavras minhas não iriam mudar nada, assim como não mudaram em dois anos. Eu jamais direi que não houveram mudanças, pelo contrário, houveram as mesmas mudanças todo mês, uma enorme montanha-russa.

Mas eu te agradeço, por tudo que fez por mim, por ter cuidado de mim como ninguém jamais cuidou. Por ter aceitado minha depressão, por ter abraçado meu lado triste, por ter me sustentado quando eu não tinha mais forças. Por todas as tarde legais, e pelos seis meses mais perfeitos, aqueles do nosso início de namoro.

No final eu queria mais romance, você queria mais conversa, eu queria que você tivesse dado atenção aos meus presentes feitos a mão, você queria ver vídeos na internet, eu queria cachoeira e você queria churrasco. E no final eu queria uma mão pra sair do fundo do poço de escuridão e você queria uma mão pra andar pela cidade....

Fica bem e cuida do seu coração, tipo, literalmente.

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