sexta-feira, 18 de junho de 2010

Borboleta

Borboleta
Com as tuas asas coloridas
Abres caminho entre as rosas,
Azáleas, Margaridas
Flores não aladas
Que relembram, por inveja,
O teu passado de crisálida...
Não temes o teu coração de borboleta
É novo, pois tinhas antes um coração de crisálida
Sabes que os mortais não te podem entender
O teu idioma alado é muito tenro, intenso,
Transborda de sentimento
Poderoso na sua fragilidade
Ligeiro quando se converte no vento,
Confunde a vaidade humana,
Mas os maravilha também
Busca a experiência,
Mas não deixa que ela te iluda,
Não deixes que te empurrem de volta ao casulo
O mundo ficaria mais cinzento, sem cor, sem vida sem a tua presença
Já aprendi a contemplar as paisagens,
As pessoas e a vida

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